Inteligência artificial: empregabilidade em alta para os robôs e redução de postos de trabalhos em 5, 4, 3, 2, 1…

inteligência artificial
Robô Deep Blue da IBM vencendo o russo Garry Kasparov, campeão mundial de xadrez

Há mais de meio século, inteligência artificial é o futuro. Desde que um cientista norte-americano, Marvin Minsky inventou em 1950 o conceito de rede neural e inaugurou esse campo de pesquisas em uma convenção na cidade de Hanover, em New Hampshire em 1956. Desde então, foram surgindo robôs, como o Deep Blue, da IBM, jogador de Xadrez, que venceu russo Garry Kasparov, campeão mundial do esporte.

Pouco a pouco, essa inteligência foi fazendo parte de nossas vidas, em processos de fabricação, algoritmos de mecanismos de busca, sugestão de conteúdo musical ou audiovisual em serviços por assinatura como Netflix e Spotify, etc. Google, Facebook, Microsoft e Baidu estão correndo para expandir suas atividades de inteligência artificial (IA.). Em 2016, as quatro gigantes investiram $8.5 bilhões de dólares em negócios relacionados com IA, sem incluir contratações e pesquisas, conforme reportagem do The Economist e dados fornecidos pela Quid, empresa de tecnologia.

A automação industrial foi um drama para milhares de trabalhadores que viram seus empregos terminarem com a chegada de robôs que montavam automóveis quase que na totalidade em linhas de montagem. Hoje é comum produtos serem fabricados de uma ponta a outra sem a mão humana no processo. O homem é quem controla a máquina realizadora de atividades que outrora eram braçais. Agora novamente o emprego de mais uma fatia de “carne e osso” está em xeque, os robôs prometem fazer melhor o trabalho de quem aperta botões e exerce atividades intelectuais que contenham certo grau de repetição. São profissões que requerem habilidades mais complexas, postos de trabalho normalmente ocupados pela classe média.

Uma matéria recente da BBC especula que no futuro não vamos mais recorrer a corretor de imóveis para comprar uma casa, nem tratar com uma pessoa ao enviar algo pelo correio ou retirar livro em uma biblioteca. Serão robôs encarregados dessas tarefas de acordo com o pesquisador Carl Frey, da Universidade de Oxford – UK.

Repetição não é o único alvo da automação. Um grande volume de dados está sendo gerado e a tecnologia, cada dia mais sofisticada e mais acessível, permite identificar padrões e realizar atividades não repetitivas, por exemplo, pilotar um veículo, realizar uma tradução simultânea, registrar produtos, cobrar e dar o troco em caixas de supermercados, conversar com um cliente no chat ou SAC, etc. Segundo Frey, vários empregos de colarinho branco estão ameaçados. Em sua análise de 702 cargos diferentes, ficou no topo da lista, “marcado para morrer” a função de Agente de crédito (98,36%), analista de crédito (97,85%), Corretor de imóveis (97,29%), mas também inclui empregos com certo grau de risco à saúde, seja por lesão por esforço repetitivo, como é o caso de funções nos correios, ou riscos de contaminação, como operador de usina nuclear com 94,68% de probabilidade.

Nos próximos 20 anos, muitos empregos vão desaparecer sem deixar rastro. Especialmente em países desenvolvidos, o índice de substituição chegará, segundo estimativas, a ultrapassar 50%. Espelhar o funcionamento da mente humana e andar, conversar, tomar decisões em diversas áreas como computação, linguística, filosofia, matemática, neurociência, etc.

A diferença da máquina que trabalhava para realizar aquilo que havia sido programada, de uma máquina com inteligência artificial, está no sistema de aprendizado de informações para execução de uma tarefa de modo a obter o melhor resultado, sem que exista interferência humana. Os algoritmos da maquina com IA. vão sendo munidos de informação, e com base nelas, tomam decisões. Quando mais informações e vivência, maior o aprendizado da máquina, esse é o conceito de “rede neural”, semelhante a uma rede de neurônios do cérebro humano para raciocinar.

Recentemente, passamos a ouvir falar do termo “Deep Learning”, simbolizando a fusão de rede neural com big data. Uma quantidade gigantesca de dados, seja ela texto, voz ou imagem, é armazenada e processada com extrema velocidade. Chegará um tempo em que as máquinas terão independência e autonomia para aprenderem de forma não supervisionada e resolverem desafios de diferentes áreas do conhecimento interligadas, não apenas problemas dentro de um campo restrito de atuação, como os computadores do FBI na busca por rostos de suspeitos fazendo uma leitura da gravação de milhares de câmeras; as conversas com poucas opções de resposta e interação feitas pela Siri dos aparelhos da Apple e a Cortana dos da Microsoft; ou como os carros da Tesla Motors que dirigem sozinhos por meio de GPS, sensores e análise histórica de situações de risco como, por exemplo, quando o condutor humano pisa no freio.
No vídeo abaixo é possível observar um mapa de como a inteligência artificial se aplica ao trânsito:

Quando e se a inteligência artificial superar a inteligência humana, esperamos que seja com uma inquestionável dose ética, moral e de segurança para que não ocorra o extermínio de nossa raça. O perigo, segundo especialistas em tecnologia diretamente ligados a estudos de inteligência sintética, como Bill Gates, é que diferentemente de nós, as máquinas não encontrarão barreiras biológicas de evolução, e depois de um período de servidão em atividades específicas, criem meios de se redesenhar e evoluir infinitamente mais rápido que nós. Aí não haverá concorrência. Alguns cientistas estimam que a maturidade da IA. ocorrerá em meados de 2050. Até lá, vamos garantir nossos empregos adicionando sólidas habilidades sociais, criativas e tudo que nos torna humanos.

Em sua área de atuação, quais postos de trabalho podem estar ameaçados no futuro? Qual seria um bom plano de contingência?
Fale conosco e realize no Reciclar sua conferência para discutir em equipe esse tema e se preparar para o futuro 😉

 

Por: Bruno Divetta

Fontes: The Economist, Futurism.com, synthintel.org, BBC.com

Inteligência Artificial: Empregabilidade em alta para robôs

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *